Sei que existem muitas histórias, lendas e versões sobre a
mítica cidade de Atlântida. Uns dizem que foi engolida pela
vingança dos deuses, outros que foi tomada pelas ondas do mar. Esta
minha versão não é a melhor nem a mais verdadeira. Talves nem seja
a mesma Atlântida da Terra. É a grande cidade, capital de todo um
mundo chamado Atlas.
Atlântida foi criada por Pégasus, o criador do mundo, para ser o
lar dos seres humanos, criados para cuidarem do mundo, já que o
cavalo-alado fora morar numa ilha distante...
Esse seres humanos eram extremamente sábios, com uma rica
cultura, tecnologia e poderes mágicos. Ou seja, praticamente
conseguiam tudo o que queriam. Por isso, Atlântida, em pouco tempo,
se tornou uma cidade enorme, rica, populosa e magnífica.
Vamos agora conhecer três histórias que aconteceram nessa cidade
tão misteriosa:
Era uma vez um menino chamado Dárien, de 10 anos, que morava em
Paris, em plena França de 1900. Nesse mesmo ano, sua mãe ficou
muito doente e por isso ele foi mandado para um internato no
interior e seu país. Era um lugar horrível. Os garotos o
maltratavam, riam dele, chamavam-no de "maricas", tudo por que ele
sentia muita falta de sua doente mãe.
Certa vez, ele estava limpando a biblioteca quando um certo
livro lhe chamou a atenção. Era antigo, com um ar medieval. A capa
muito bem decorada, trazia a imagem de um cavalo-alado. Ele abriu-o
numa página qualquer e começou a ler.
A medida que as palavras escapavam de seus lábios, as paredes da
biblioteca foram se transformando em colunas, os livros foram
sumindo e por trás deles, Dárien pode ver uma paisagem repleta de
bosques e campos, com um oceano ao fundo. Quando parou de ler, ele
começou a ouvir o som de outras pessoas falando, uns gritavam,
outros riam, e outros apenas conversavam, mas parecia ser muita
gente. Ele, então, virou-se para traz e percebeu que estava num
grande templo, e atrás do templo havia uma grande cidade, uma
enorme cidade. Outros templos, colunas ao estilo grego, algumas
casas simples e ruas apertadas. Tudo branco com decorações em ouro
e prata. E sobre o mais alto dos templos, havia uma escultura de um
cavalo-alado, na mesma posição que a imagem da capa do livro.
Continua no próximo capítulo...
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